Televisão a laser - o futuro está próximo
Plasma, LCD ou TV de tubo? Hoje, essas são as opções disponíveis nas lojas para quem quer trocar de televisor. Mas, provavelmente, daqui a alguns anos a pergunta será outra.
TV a laser, OLED ou LCD? Bem, ninguém pode afirmar ao certo quais tecnologias irão dominar o mercado de telas finas no futuro. Mas uma certeza já se tem: os fabricantes pretendem surpreender os usuários de telas finas.
Os TVs a laser fazem parte desse pacote de novas tecnologias de displays, que estão saindo do forno. Com os primeiros modelos lançados em 2008, esses modelos inovam ao utilizar o laser para a geração de imagens. O objetivo seria atingir uma total fidelidade na reprodução das cores, nunca vista antes em qualquer outro tipo de tela.
O TV a laser, ou Laser-TV, foi concebido há mais de 40 anos, com a intenção de substituir os antigos TVs de tubo (que são vendidos até hoje) pela tecnologia da moda na época: o feixe de laser. O alto custo do sistema, aliado ao elevado consumo de energia e à baixa qualidade das imagens, no entanto, deixaram o projeto em stand-by até 2006.
Foi quando duas empresas, a norte-americana Novalux e a australiana Arasor, conseguiram gerar as primeiras imagens do novo sistema num televisor da marca Mitsubishi. Mas a primeira apresentação comercial de um TV a laser só foi vista durante a Consumer Electronics Show de 2008, em Las Vegas.
Agora, a Mitsubishi se diz empenhada no lançamento dessas telas no mercado a um preço que, segundo o fabricante, será semelhante ao dos televisores de plasma.
Com o nome comercial de LaserVUE, os modelos já anunciados pela Mitsubishi estarão disponíveis em 65” e 73”. O menor, que terá 25cm de profundidade, deve chegar às prateleiras em setembro. Só alguns meses depois, visando as vendas de Natal, o TV de 73” poderá ser adquirido pelos usuários. Mesmo guardando a sete chaves as principais características dos novos TVs, já se sabe que terão resolução Full-HD (1.920x1.080 pixels). Vão ainda oferecer as tecnologias 3D (com o uso de óculos especiais) e de 120Hz, que permite recalcular a velocidade de leitura dos quadros de uma imagem progressiva, dobrando de 60 para 120 quadros por segundo. O resultado é uma imagem livre de interferências, borrões e com contornos bem definidos, o que fica ainda mais evidente nas cenas com muito movimento.
Vantagem na cor e qualidade da imagem
O principal diferencial do laser em relação aos outros tipos de telas está na ampla capacidade de reprodução das cores, sem mistura, dissolução ou interposição. Assim, é possível obter contornos com nitidez superior. O baixo consumo de energia ainda conta a favor dos TVs a laser, até porque alguns países vêm discutindo novas leis que irão limitar os gastos energéticos dos produtos eletrônicos.
E, com a produção em larga escala, prevista para os próximos dois a três anos, a Mitsubishi espera reduzir os preços dos TVs a laser a 50% do custo atual dos plasmas e LCDs. O peso dessas telas também deve cair, chegando à metade de um televisor convencional de tela plana.
O que hoje já é realidade é a duração dos TVs a laser. Ao contrário dos tubos ou displays atuais, cuja imagem vai se degradando com o passar do tempo, o laser funcionará virtualmente até o fim de sua vida útil (prevista atualmente em 50.000 horas) com a mesma qualidade de quando o TV foi ligado pela primeira vez.
Como funciona a Laser-TV
As projeções de imagens a laser são baseadas num sistema de emissão de feixes. Na verdade, o laser substitui as lâmpadas atualmente utilizadas nos dispositivos de projeção. O maior benefício está relacionado à gama de cores. Enquanto os sistemas atuais oferecem apenas um terço das cores que o olho humano pode identificar, os TVs a laser prometem chegar a dois terços da gama total do espectro. Com isso, a Mitsubishi garante que a qualidade de um filme exibido num televisor a laser é equivalente à de uma projeção de filme 35mm.
Realmente, as poucas pessoas que tiveram acesso ao televisor da Mitsubishi ficaram bem impressionadas. Afirmaram que, muitas vezes, não é possível distinguir a imagem exibida da paisagem ao vivo. Exageros à parte, a verdade é que o TV a laser é capaz de oferecer o dobro da quantidade de cores das outras tecnologias.
Tanta variedade reflete o uso de três diferentes feixes gerados por um emissor de laser, com as três cores primárias: vermelho, verde e azul. Quando o feixe é interrompido, a imagem se apaga totalmente, no mesmo instante, ao contrário das lâmpadas ou bulbos tradicionais.
O efeito de “preto total” obtido pelo Laser-TV é muito útil para garantir o contraste e a fidelidade dos tons pretos. Essa característica também foi ressaltada pela Sony no lançamento da tecnologia OLED. Os feixes de laser também gastam menos energia que as lâmpadas ou televisores de tubo, nos quais grande parte da energia é perdida ao transformar-se em calor.
Os TVs a laser prometem consumir menos de um terço da energia dos plasmas e LCDs. Além disso, os feixes de laser, gerados por semicondutores, podem ser desligados quando necessário. Já as lâmpadas dos sistemas de projeção sempre ficam em posição de stand-by.
Para ajudar a promover os TVs a laser, a Mitsubishi criou até um hotsite com informações sobre a nova tecnologia, onde os interessados podem se cadastrar para receber notícias sobre o desenvolvimento do laser. O endereço é: www.believingisseeing.tv.
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