Cuidado com a Endocardite Bacteriana
Doença que pode levar ao óbito começa em 40% das vezes na boca, segundo pesquisas demonstram.
Endocardite é uma infecção que atinge parte da membrana que encobre as válvulas cardíacas. Pode atingir também várias partes do coração. Infecções de origem dentária estão entre as principais causas da endocardite infecciosa. Pode ter origem bacteriana, após uma bacteremia. A endocardite infecciosa é a infecção do endocárdio por microorganismos. O endocárdio é a camada mais interna do coração.
Antes da existência dos antibióticos a doença era quase invariavelmente fatal, sendo que a doença era dividida entre aguda e subaguda conforme o grau de virulência do agente e do tempo de evolução do agente, que varia de dias a meses. Hoje permanece séria, mas com um prognóstico muito melhor.
Com a evolução das pesquisas médicas no século XX, foram identificados os principais fatores de risco que a desencadeiam, e a falta de uma boa higiene bucal foi identificada como uma das principais causas.
Cardiologista ou dentista?
Como diz um antigo provérbio previnir é melhor que remediar. O tratamento para a Endocardite é complicado, e muitas mortes já foram registrados no Brasil nos últimos anos.
O melhor é manter a saúde da sua boca e consultar o seu dentista a cada 6 meses, pelo menos. Pois se voce prefere contar com a sorte e depois quiser deixar para o tratamento com o cardiologista, voce corre o risco de não voltar para sua casa.
Se não reconhecida e tratada a tempo, a endocardite infecciosa destrói a válvula acometida levando o paciente a um quadro de insuficiência cardíaca aguda e grave. Além da insuficiência cardíaca, a endocardite também causas outras complicações:
Muitas vezes o paciente vai ao óbito por sepse antes mesmo de haver tempo para que ocorra alguma lesão grave da válvula;
Coágulos de sangue misturado com vegetações podem se desprender da válvula e viajar até pulmões, cérebro ou qualquer outra região do corpo, causando embolia pulmonar, AVC (derrames) e infartos à distância. Esses pedaços de vegetação que se soltam são chamados de êmbolo séptico.
Nos rins, além do infarto renal pela embolização da vegetação, a endocardite infecciosa também pode provocar um quadro de glomerulonefrite, evoluindo com insuficiência renal aguda e necessidade de hemodiálise.
Portanto, já deu para perceber a potencial gravidade da endocardite, não sendo de se estranhar que as esta infecção tenha uma mortalidade próxima de 30% (quase um em cada três pacientes com infecção das válvulas cardíacas evoluem para o óbito).
Sintomas da endocardite bacteriana
O quadro clínico é muito variável, podendo o paciente apresentar desde sepse grave e insuficiência cardíaca nas endocardites agudas, até quadros mais arrastados de febre de origem obscura nas endocardites subagudas.
Os sintomas mais comuns são febre e calafrios. Outros sintomas inespecíficos de infecção também são comuns na endocardite subaguda, como falta de ar, cansaço, perda do apetite, dores pelo corpo, suores noturnos, etc.
Nos quadros graves de endocardite aguda, a febre e os calafrios são intensos e o paciente rapidamente evoluiu com sinais de insuficiência cardíaca, como intensa falta de ar, principalmente quando se deita, e edemas nas pernas.
A história clínica, identificando fatores de risco, associado a um quadro de febre sem causa aparente, calafrios, queda do estado geral, surgimento de sopro cardíaco (ou sopro no coração) e sinais de embolização periférica costumam sugerir o diagnóstico de endocardite.
O diagnóstico é geralmente feito através do ecocardiograma, identificando a presença de vegetações em uma das válvulas do coração. Em alguns casos pode ser necessária a realização do ecocardiograma transesofágico, feito por via endoscópica.
Tratamento da endocardite
O tratamento da endocardite é feito obrigatoriamente com antibiótico por via venosa por no mínimo quatro semanas.
Nos casos onde há destruição da válvula cardíaca pela infecção, uma cirurgia de troca valvar é necessária, com implantação de uma válvula artificial.
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