Classe C acelera o crescimento do turismo no Brasil
O turismo nacional crescerá neste ano, influenciado principalmente pela classe C. Alguns especialistas falam em 10 a 15% de crescimento da demanda por pacotes turísticos no Brasil, pois estudos indicam que a renda dos consumidores da classe C para viagens e lazer cresceu em cerca de R$ 13 bilhões.
Já o ministro do Turismo (Pedro Novais em março de 2011) relatou que a expectativa é de um crescimento do setor em torno de 16,5% para este ano. Para traçar a expectativa, o ministério considerou o crescimento das 80 maiores empresas de turismo em 2010. Juntas, elas faturaram R$ 42,8 bilhões somente no ano passado.
Palavras do ministro: "O setor turístico está robusto, encontra-se fortalecido e cheio de otimismo em relação ao futuro. O melhor indicativo do desenvolvimento do setor é que, em 2010, o faturamento de 97% desse grupo de empresas cresceu, em relação a 2009".
E aos consumidores da classe C devemos atribuir boa parte do crescimento esperado para 2011, pois a classe C não deve ser olhada como segmento, mas como verdadeiro mercado de turismo no Brasil, segundo alguns especialistas.
Onde está a classe C
Ao contrário do que muitos pensam, a classe emergente não está apenas no Nordeste do País, pois dos 80 milhões de habitantes do Sudeste, 55% pertencem à classe C. E cerca de 30 milhões de brasileiros vivem fora dos seus estados de origem, o que beneficia ainda mais o turismo doméstico. Isso representa uma demanda de viajantes que precisam ir para a sua cidade com alguma frequência, o que é um verdadeiro filão para o turismo.
Crescimento
Durante o evento, o ministro do Turismo adiantou dados da 7ª Pacet (Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo). Os dados mostram que os setores que mais faturaram no ano passado foram:
- meios de hospedagem
- empresas de transporte aéreo
- empresas de transporte rodoviário
- agências de viagem
- promotores de feiras
De acordo com o ministério, seis segmentos entre nove pesquisados registraram saldos de respostas superiores a 90%, sendo que agências de viagens, locadoras de automóveis e operadoras de turismo apontaram as maiores médias de faturamento, de 22,2%.
Para 2011, o setor (de acordo com o ministério) tem motivos para ser otimista. A economia nacional ainda está em trajetória de crescimento, a internacional está em recuperação, os investimentos estrangeiros também devem aumentar e a exposição favorável do país no exterior também favorecem a perspectiva de crescimento.
Além disso, os eventos esportivos que acontecerão no País – Copa do Mundo em 2014 e Olimpíada em 2016 – influenciarão o crescimento do setor, a quantidade e qualidade dos meios de hospedagem e a ampliação da capacidade de atendimento das empresas.
Empregabilidade
Com a perspectiva de crescimento, as 80 maiores empresas do setor que participaram da pesquisa devem gerar 8,6% mais postos de trabalho em 2011, com destaque para operadoras de turismo e agências de viagens. Ao todo, elas já empregam 96 mil pessoas. |